Autora mirim lança livro para estimular brincadeiras com o pai

Letícia Costa tem apenas nove anos e decidiu escrever o manual quando ouviu as amigas reclamarem que seus pais eram ausentes

Letícia Costa diz que escreveu o livro para ajudar as outras crianças e famílias serem mais felizes. Foto: Arquivo Pessoal

Letícia Costa diz que escreveu o livro para ajudar as outras crianças e famílias serem mais felizes. Foto: Arquivo Pessoal

Letícia Costa Moura tem apenas nove anos, mas de tanto ouvir as amigas reclamando da ausência dos pais durante as brincadeiras em casa teve uma ideia genial. Ela dedicou as férias escolares, em janeiro passado, para um projeto ousado: escrever um manual de "Como brincar aperreando o seu pai". A ideia do livro é, segundo a própria autora, ajudar essas crianças e famílias a se tornarem mais felizes. O lançamento acontece neste sábado (11), na Livraria Leitura, do Shopping Tacaruna, às 16h.

"Muitas amigas minhas não têm o pai para dar atenção. Eu brinco muito com meu pai e é muito bom. Este livro pode ajudar as filhas e os filhos que não brincam com os seus pais a começarem a brincar, pois existe pai que não gasta tempo para brincar com os seus filhos e isso é muito triste", contou Letícia. Ela ainda lembra que este é só o primeiro passo. "É só o início das brincadeiras. Depois, cada um inventa as suas com seu próprio pai".

"Como brincar aperreando o seu pai" é dividido em dez capítulos com as brincadeiras preferidas de Letícia com o professor Geraldo Jorge Barbosa de Moura, do Departamento de Biologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que garante que o manual não é nenhuma indireta para ele. "A gente vive em uma sociedade tão imediatista que os pais tercerizam esses momentos. Minha prioridade é minha filha. Nosso relacionamento é tão saudável que serviu de estímulo para ela escrever", esclareceu o papai.

Entre as dicas da garota, há um capítulo só sobre como convencer seu pai a fazer o que você quer, e a receita é simples. "Primeiro: deixe seu pai ficar descansado. Segundo: pule em cima dele e comece a fazer cosquinhas. Terceiro: mele a orelha dele de saliva, que é o mais legal", diz. E ela confessa que essa é sua brincadeira favorita.

Feito por uma criança para outras crianças, a obra mantém a linguagem infantil e só passou por revisões ortográficas da editora. As ilustrações e até mesmo as cores passaram pelo aval da pequena. Empolgada com a publicação, ela não esconde os planos de continuar a escrever. "Quero muito. Meu próximo livro vai ser sobre a vida dos deficientes. Eles estão nas ruas, nos ônibus, em todo lugar e passam por muitas dificuldades. Quero falar sobre isso para que as outras pessoas possam ajudar", adiantou. Em meio aos projetos grandiosos, Letícia garante que ainda não decidiu o que quer ser quando crescer. "Ainda sou muito pequena, né?", concluiu.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

ENTREVISTA// Maria do Carmo Camarotti

Apesar da notória evolução dos pais no relacionamento com os filhos, psicanalistas alertam para os riscos da ausência no desenvolvimento das crianças. Timidez excessiva, agressividade e até mesmo depressão podem ser observadas ainda na infância devido à sensação de abandono sentida. Para esclarecer sobre o assunto, o Diario entrevistou a psicanalista especializada em interação pais e crianças, professora de medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba e fundadora e coordenadora do Ciclos da Vida, Maria do Carmo Camarotti.

A relação entre pais e filhos tem melhorado de uma forma geral com o passar dos anos?

Por conta da própria criação, muitas vezes o homem não tem proximidade com os filhos, mas isso tem melhorado bastante. Eles estão mudando muito e reivindicando esse lugar de pai, mas basta fazer uma análise histórica para entender que eles não foram "treinados" para isso. Hoje, desde o início, o homem faz projeto para aquele filho. Se ele chuta bastante na barriga, já fica pensando que pode ser jogador de futebol. E isso é muito importante. O contato do pai com o filho é diferente. Ele tem um jeito diferente de pegar o bebê, tem a barba. Muitas vezes as mães, avós, sogras têm medo. Só deixam o pai pegar quando a criança está grandinha. Não deixa levar para o campo de futebol porque é perigoso, ou então faz questão de estar junto no momento deles. Não adianta deixar que esse contato só se estabeleça na adolescência. Juntos, eles se beneficiam muito.

Qual a importância da presença do pai no desenvolvimento das crianças?

Tanto o pai como a mãe tem importante papel de estruturação subjetiva. É com base nessas relações que os filhos vão se estruturando psiquicamente. O pai se inscreve na vida deles desde os primeiros tempos através dos cuidados e do contato corporal que tem com o bebê. Inicialmente, ele protege mãe e o bebê para que possam viver uma relação que é uma continuidade da vida uterina. Depois, vai ser o facilitador no processo de separação psiquíca da mãe e do filho, vai funcionar como um terceiro que coloca os limites e representa a lei. Ele lembra que a mãe também é profissional e mulher. Também facilita a criança nas suas habilidade de exploração do mundo e na sua autonomia. Um exemplo bem simples para entender melhor isso está nas brincadeiras. A mãe é sempre aquela que coloca o filho no colo, pertinho dela, o pai brinca de cavalinho. As mães tendem a proteger, os pais apresentam o filho para o mundo. Um pai presente facilita a autoestima,  o desenvolvimento cognitivo, da linguagem, as habilidades sociais e a vida emocional, isso tá provado cientificamente.

Quais os danos que a ausência do pai pode causar?

Alguns estudos apontam que ausência pode estar relacionada ao surgimento de comportamentos de risco e antissociais, dificuldade de relacionamento e há quem fale até em uso de drogas e depressão. Na parte comportamental, a criança que vive isso como um abandono pode apresentar um pouco de agressividade. E também é importante atentar para aquele pai que está presente e não está, o que deu origem ao livro da Letícia. Um pai que é ausente psiquicamente, não brinca com o filho e não dá o tempo para o filho pode causar a sensação de abandono ou sentimento de rejeição na criação.

Quais os sinais do comportamento infantil devem despertar a atenção de que algo está errado?

Alguns comportamentos indicam um pedido de ajuda. Uma criança mais tímida, mais insegura. O pai tem a função de proteção. Com ele, a criança se sente fortalecida. É uma questão da própria sociedade, não podemos fugir.

Quais as principais atitudes que podem ser tomadas para tentar melhorar a relação?

É importante ressaltar que nem sempre a função paterna é feita pelo pai. Cabe a mãe ser guardiã desse lugar e preservar a imagem dele. Ele é uma das figuras identificatórias para as crianças. Em casos de morte ou separação, muitas vezes por conta da raiva elas começam a denegrir a imagem do homem. E é a partir da relação com o pai e com a mãe que a criança vai fazer as escolhas futuras. Quando há uma desconfiança, é melhor procurar um especialista. Às vezes, não é preciso psicoterapia, mas tudo depende do grau de dificuldade. É importante que os pais fiquem alerta e comecem a dar mais atenção aos filhos. Qualidade é importante, mas quantidade também. É preciso reservar um tempinho para eles. Um especialista acompanhando a criança e os pais pode intermediar nessa relação.

20150410215908201397e

Foto: Reprodução

Rodas de Diálogo

Para expressar dificuldades, compartilhar experiências e obter esclarecimentos sobre os cuidados na educação dos filhos, o Ciclos da Vida promove Rodas de Conversa onde os mais variados temas são abordados por especialistas que trabalham com crianças. O encontro acontece neste sábado (11), a partir das 11h, na Livraria Jaqueira. Mais informações pelo telefone (81) 9649-1575 ou através do e-mail contato@ciclosdavida.com.

Fonte: Diario de Pernambuco

Lançamento do livro As Peripécias do Destino

Cartaz lançamento livro As peripécias do Destino

No último sábado (06), a Livraria Jaqueira recebeu o lançamento do livro As Peripécias do Destino, de Paulo Henrique Camarotti. O livro conta a história de uma família muito especial. Na ocasião, a psicanalista e coordenadora geral do Ciclos da Vida, Maria do Carmo Camarotti, fez a contação da história para as crianças, pais e convidados presentes.

Contando história Neste link, confira a matéria veiculada no Bom Dia Pernambuco, da Rede Globo, sobre a publicação: http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-pe/t/edicoes/v/livro-narra-historia-de-familia-especial-do-recife/3867364/

Evento discute postura das escolas diante de alunos com limitações

Paula Arruda, geneticista e diretora da Novo Rumo, ministra palestras durante o encontro (Foto: Tiago Calazans/JC Imagem)

Paula Arruda, geneticista e diretora da Novo Rumo, ministra palestras durante o encontro (Foto: Tiago Calazans/JC Imagem)

A postura das escolas diante dos alunos com síndromes genéticas, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), distúrbios da linguagem e autismo são mote de evento realizado amanhã (4/6) pela Associação Novo Rumo.

A entidade oferece assistência a famílias de crianças portadoras de deficiência procedentes de vários pontos da Região Metropolitana do Recife e de alguns municípios de Pernambuco.

Os assuntos serão abordados dentro do processo de inclusão escolar. O encontro, que será realizado na própria entidade, das 8h às 18h, reunirá vários profissionais que pretendem discutir a temática dos comportamentos desafiantes nas escolas.

Entre os palestrantes, estão a médica geneticista e diretora da Novo Rumo, Paula Arruda, e a terapeuta ocupacional Milene Xavier, além da fonoaudióloga Norma Moura e da psicóloga e psicanalista Maria do Carmo Camarotti.

Durante o evento, haverá também um momento em que as recreadoras Mariana Pontual e Luciana Farias Dias mostram como atividades de divertimento são capazes de auxiliar no processo de aprendizagem.

As atividades se encerram com outra conferência de Paula Arruda, que apresentará a relação da criança e da família com a ida ao psiquiatra.

Serviço:

* As vagas são limitadas, e as inscrições custam R$ 100 (profissionais) e R$ 80 (estudantes e familiares)

* A Associação Novo Rumo fica na Rua Marcionilo Pedroza, 52 – Casa Amarela – Recife/PE

* Mais informações no site da entidade (www.associacaonovorumo.com.br) e pelos telefones 81 3267-0163 / 81 9698-8015

Fonte: Casa Saudável

Confraria do gagau

Para encarar os desafios da maternidade com mais leveza, trocar figurinhas é fundamental. Em confrarias online ou presenciais, erros e acertos são partilhados

47fd594c5014bf90c6586b6cce4a21ee

Amigas de longas datas que pariram na mesma época decidiram cuidar das crias de mãos dadas. Hélia Scheppa/JC Imagem

 

Sabe aquela conversa de que cada parto bem-sucedido traz ao mundo duas novidades: (pelo menos) uma criaturinha lambuzada e uma mãe, por tabela? É clichê, mas é verdade. E por mais que a gestante participe de cursos, leia vorazmente sobre as frágeis e ruidosas maquininhas de fazer cocô e capriche no enxoval, no quarto decorado e no receptivo lúdico todinho, cruzar a risca da maternidade nunca é uma missão fácil. São meses de pouco sono, muito trabalho e fortes emoções.

Sabe aquela conversa de que cada parto bem-sucedido traz ao mundo duas novidades: (pelo menos) uma criaturinha lambuzada e uma mãe, por tabela? É clichê, mas é verdade. E por mais que a gestante participe de cursos, leia vorazmente sobre as frágeis e ruidosas maquininhas de fazer cocô e capriche no enxoval, no quarto decorado e no receptivo lúdico todinho, cruzar a risca da maternidade nunca é uma missão fácil. São meses de pouco sono, muito trabalho e fortes emoções.

Nem todas mágicas e maravilhosas, como passamos a gestação inteira fantasiando. No meio da rotina hercúlea de dar de mamar, botar para arrotar, trocar fralda e colocar para dormir infinitas vezes ao longo do dia, da noite e da madrugada, é humanamente impossível não fraquejar. E para aplacar a fadiga angustiada do pós-parto, nada melhor que uma mão amiga. Aliás, uma mãe amiga. Por que ter filhos é, necessariamente, uma experiência gregária. “Quando a gente compartilha esses momentos, a tensão e a ansiedade diminuem”, avalia a psicóloga Danielle Diniz.

Enquanto ela teoriza sobre o assunto, o que não falta é genitora de primeira viagem colocando em prática a solidariedade materna para pedir e também para dar ajuda enquanto a experiência não vem com o passar dos anos. E na hora de trocar figurinhas, qualquer cenário é válido. Há quem recorra à internet, quem prefira o colinho da mamãe e também quem não abra mão da companhia inseparável das amigas. E, se elas também estiverem às voltas com um bebê dentro de casa, aí é inevitável que a coincidência vire confraria.

Foi o que aconteceu com as amigas Joana Chaves, Luciana Veras, Luciana Teixeira e Rosa Pérez, todas balzaquianas e quase todas mães de primeira viagem. Elas decidiram se unir para chorar e rir juntas da maternidade desde as primeiras semanas de vida de seus rebentos. “Eu e Joana já nos encontrávamos, aí tivemos a ideia de chamar outras amigas que também tinham acabado de parir. Daí em diante, o grupo foi crescendo e já chegamos a reunir 12 mães com suas respectivas crias”, conta Luciana, ou simplesmente Luli, mãe da charmosa Olívia e orgulhosa sócia-fundadora do Encontro dos Bebês.

Nos primeiros meses do grupo, conta Luli, os encontros eram semanais. Mas agora que a licença-maternidade da maioria das integrantes expirou, a periodicidade das reuniões passou a ser mensal. Elas garantem, no entanto, que não desistirão nem tão cedo do fórum de discussão e lazer que criaram. “Às vezes a gente fala de fralda, às vezes de cólica, de amamentação, de sopinha, de maridos, de política, de futebol, de tudo. Afinal, ninguém é só mãe na vida”, diz Luciana, traduzindo com humor a filosofia do consórcio de amigas parideiras. Mais que trocar dicas de pomadas eficientes e pediatras camaradas, elas conseguiram animar o claustro dos primeiros meses de vida do bebê com doses constantes de coletividade. “Não suportaria ficar enfurnada em casa, endoidando sozinha por seis meses”, desabafa Luciana Teixeira, mãe da gorduchinha irresistível Lis. Aos cinco meses de vida, a bebê já tem uma patota para chamar de sua, da qual fazem parte ainda os rechonchudos Antonio Freire, Beatriz Pinheiro, Bento Leão, Celeste Laporte, Helena Markman, Helena de Albuquerque, Lara Pessoa, Luis Glasner, Olga Dornelles, Pedro Lapa e Theo de Mello. Outros membros efetivos e afetivos que fazem questão de ser citados são os pais. “Esse período não é angustiante só para as mães não. A gente até pode estar trabalhando, mas também só fala em fraldas e adjacências”, brinca Thiago Marinho, agora mais conhecido como “o pai de Olívia”.

Até para as agruras da amamentação, a solidariedade pode ser a saída. Tanto que o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) decidiu criar o Grupo de Mães Monitoras em Aleitamento Materno, formado por 25 genitoras voluntárias, que foram treinadas para orientar mulheres em suas comunidades durante a amamentação. “As mães chegam a confiar mais nessas monitoras que em seus próprios médicos”, diz a pediatra Vilneide Braga, coordenadora do Banco de Leite do hospital, que não vê nada de estranho nisso. Às vezes, diz, tudo que uma mãe precisa é do colo de outra.

ONLINE Mas e quando a dúvida e/ou o desmantelamento acometem as mães bem no meio da madrugada? O jeito é recorrer à internet. E, uma vez online, pelo menos 60 recifenses com filhos de poucas semanas em diante vão direto para a comunidade A Louca da Fralda, fundada há pouco mais de um ano pela publicitária Juliana Lisboa, 36. “Minha filha tinha acabado de nascer e eu me pegava cheia de dúvidas com relação a amamentação, sono, cólicas. Percebi que não era a única mãe indócil naquele momento e decidi trocar experiência pelo Facebook.”

Deu tão certo, que a comunidade não parou de crescer até hoje. E sabe por quê? Juliana tem a resposta na ponta da língua: “As mães são solidárias. E amostradas. Adoram falar dos filhos e nunca dispensam uma troca de informação. Acho que faz parte do instinto maternal.”

Aparece de tudo nos temas debatidos com afinco na comunidade. “Cólicas, por exemplo, estão sempre em pauta.” Mas, no presente momento, as babás, na verdade, a falta delas é, disparado, o assunto que mais angustia a mulherada online. Outra fonte de estresse para muita gente são os pitacos que vêm do galho de cima da árvore genealógica. “Esse conflito é comum, porque muitas avós querem que as mães cuidem da criança da mesma forma como elas cuidaram dos próprios filhos.

O choque entre a orientação do pediatra e das avós é inevitável”, diz a psicanalista Maria do Carmo Camarotti, do Centro de Formação e Acompanhamento Ciclos da Vida, que promove reuniões regulares com pais, avós e cuidadores de crianças para orientar na árdua missão de educar.

Segundo ela, a prova de que a maternidade é um papel social que exige muita interação é a atração irresistível que uma mãe tem pela outra. “Na sala de espera do médico e até em salão de beleza, a educação dos filhos e as dificuldades em lidar com aspectos do desenvolvimento deles são naturalmente debatidas”, avalia.

Para a publicitária Daniela Koury, 35, falar da cria chega a ser indispensável. Tanto que ela já participava de quatro comunidades de mães online – entre elas A Louca da Fralda – e, como se não bastasse, criou mais uma este ano: a Diversão para a Criançada, também no Facebook. “A proposta é que os membros postem dicas e sugestões de programas ou lugares legais para crianças no Recife”, explica Dani, que avisa: o “serviço” estreou este ano e já reúne 87 membros.

Além de opções de lazer as mais diversas para o filho Luca, 2, o que Dani descobriu online é que a maternidade ensina a ser gente e a ser cidadão. “Passamos a praticar e apreciar mais a coletividade, a construção conjunta e aprendemos o quanto não sabemos quase nada da vida”, afirma. Olhando por outro ângulo, talvez as confrarias do leite estejam aí para mostrar o quanto temos a aprender com nossos semelhantes, antes, durante e após o puerpério.

Fonte: JC Online - Suplementos

Rodas de conversa sobre autismo possibilitam troca de experiência

O centro de formação e acompanhamento Ciclos da Vida, no Recife, que tem como objetivo auxiliar pais, famílias e profissionais a lidar com a tarefa de educar e cuidar, promove rodas de conversa sobre o transtorno do espectro autista neste primeiro semestre de 2012.

O autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento (TID) que acomete 0,5% da população em geral.

Se considerarmos todo o espectro autista, que inclui vários outros distúrbios da família do autismo em graus variados, esse percentual chega a 1%. É muito importante a gente propagar que autismo nada tem a ver com psicose. O transtorno propriamente dito atinge o desenvolvimento afetivo, social e cognitivo da criança.

Através de suporte familiar, psicopedagógico, terapêutico e medicamentoso, a criança e o adulto com autismo podem ganhar bem mais qualidade de vida.

É justamente esse o mote dos encontros do Ciclos da Vida. Em cada conversa, é ofericido à família um momento de troca de experiências e sentimentos. A ocasião também é uma ponte que leva ao conhecimento, à reflexão e à discussão sobre as diferentes abordagens de tratamento para crianças que convivem com autismo ou apresentam traços do espectro autista.

As discussões também servem para promover a formação de uma rede de apoio e de convivência entre pais e famílias.

A cada encontro, um profissional é convidado para discutir sobre pontos sobre o transtorno do espectro autista que ainda se encontram obscuros para os pais e familiares.

No dia 13 de abril, a roda de conversa será coordenada pela neurologista do desenvolvimento Sophie Eickmann. Já em 11 de maio, a fonoaudióloga Adriana Guerra de Castro e a terapeuta ocupacional Ana Cláudia Lima ficarão à frente do debate. E no dia 8 de junho, a pediatra Haiana Charifker organizará as trocas de ideias sobre o tema.

Serviço:

Rodas de conversa sobre transtorno do espectro autista

Local: Ciclos da Vida – Rua das Pernambucanas, 407, sala 608 – Graças – Recife/PE

Inscrição: R$ 50 cada encontro

Informações: 81 3074-0756 / 81 9908-7282 / 81 9965-5691 / www.ciclosdavida.com

Fonte: Ciclos da Vida

Ciclos da Vida no Blog Casa Saudável

A jornalista Cinthya Leite, do Blog Casa Saudável, teve uma ideia muito interessante para o Dia das Crianças. Como a criançada adora fazer perguntas, na ânsia de descobrir e compreender tudo, ela convidou seis crianças para formularem uma pergunta para um especialista responder. Entre eles, a coordenadora geral do Ciclos da Vida, Maria do Carmo Camarotti, que respondeu a pergunta da pequena Marcelle de Paula Barbosa Santos Oliveira, 6 anos.

Confira a pergunta de Marcelle e a resposta da nossa coordenadora:

Marcelle de Paula Barbosa Santos Oliveira, 6 anos, deseja entender: “Por que mamãe é estressada?”

A psicóloga e psicanalista Maria do Carmo Camarotti, coordenadora geral do centro de formação e acompanhamento Ciclos da Vida, dá a lição:

“Marcelle, acredito que todas as mãe querem acertar e fazer o melhor para os filhos, mas se esquecem de que foram criança e do quanto é bom brincar. As mães que trabalham fora, ficam até chateadas porque não conseguem brincar direito com os filhos e porque não conseguem aproveitar o tempo que têm com eles. Quando chegam em casa, as mães vão logo verificar o que há de errado: se o filho tomou banho direito, se comeu e se fez as tarefas. Então, quando isso acontecer, é bom a criança lembrar que mãe também tem que brincar e conversar sobre outros assuntos. E se lembre de que as mães fazem um monte de coisas todos os dias e, por isso, nem arranjam um tempinho para elas. Tudo isso deixa as mães estressadas e, às vezes, faz com que elas fiquem impacientes. Mas os filhos também poderiam diminuir esse estresse das mães, fazendo as coisas que são necessárias e cumprindo as ordens, não acha? Mãe também gosta de muito carinho. Um ótimo Dia das Crianças.”

Para conferir o post completo do Blog Casa Saudável e as outras perguntas da criançada, clique aqui!

Criança que faz pergunta difícil deseja resposta sem mistérios

Tem hora que a gente até encena a perda de paciência com tantas perguntas da garotada. Neste Dia das Crianças, convenhamos que é muito divertido e gostoso ser questionado a todo instante pelos pequenos, dependendo da fase pela qual cada um passa.

O período dos porquês geralmente demonstra que a criatividade dos pequenos está a mil por hora. De quebra, tantas incertezas da infância deixam transparecer que o raciocínio está em processo de amadurecimento. Que bom, não é?!? Pior se esta turminha ficasse emudecida. Algo estaria fora do tom…

Por saber disso e para aguçar mais ainda a vontade de aprender da garotada, o Casa Saudávelconvidou um grupo formado por seis crianças para interrogar especialistas sobre as dúvidas que surgem, nessa fase, em relação à saúde e à qualidade de vida.

Vamos conferir?

Maria Beatriz de Alencar Palma, 6 anos, quer saber: “Por que a gente tem que fazer educação física na escola?”

O profissional de educação física Cláudio Barnabé, fisiologista da Academia Plataforma, responde:

“Oi, Maria Beatriz! Meus parabéns pela sua pergunta, que mostra como você está antenada com os setores da sua escola e com todas as suas obrigações. A necessidade de se fazer educação física na infância e adolescência vem dos benefícios que a gente ganha quando deixa de ficar parado. Quando praticamos atividade regularmente, ganhamos saúde física e mental. E mais: os exercícíos físicos são excelentes para deixar você mais perto dos seus colegas e até melhora a sua inteligência, sabia?!? Quando você faz educação física, também se torna uma menina mais ágil e veloz, com mais equilíbrio e força. Assim, eu digo que o exercício feito na escola ajuda os alunos a se tornarem adultos com mais disposição para realizar as obrigações diárias. Por tudo, continue fazendo educação física para ter uma vida ativa, feliz e mais saudável. Sucesso pra você!”

Caio Fernando Cardoso de Moura, 8 anos, tem a seguinte dúvida: “Por que vovó não tem mais todos os dentes?”

A odontóloga Christianne Lacet, diretora das áreas de odontopediatria e odontologia estética do Odontocape, explica:

“Olá, Caio. Tudo bem? Sua avó não tem mais todos os dentes porque quando ela era criança não existia a cultura de prevenção: as crianças não visitavam o dentista muitas vezes e só queriam ir ao consultório quando tinham algum problema ou sentiam dor. E as pastas de dente não eram tão modernas. As pessoas também não usavam fio dental. Hoje, quando um bichinho chamado de cárie invade a nossa boca, o dentista logo vê e faz de tudo para tirar esse monstrinho da gente. Mas para a gente não perder o dente por causa da cárie, precisamos ir ao dentista antes que ela estrague tudo. Bom saber, Caio, que a sua avó pode voltar a ter os dentes grudadinhos na gengiva novamente. É preciso ir ao dentista para fazê-los bem novinhos, que é como os adultos chamam de implante dentário. Aí, a sua avó pode voltar a sorrir e a mastigar bem direitinho todos os alimentos. E sem precisar de dentaduras. Lembra que eu falei que o implante faz as pessoas terem dentes grudadinhos na gengiva? Mas para evitar tudo isso, o bom mesmo é você começar desde agora a limpar corretamente a sua boca e ir sempre ao dentista. Tá combinado?”

Marcelle de Paula Barbosa Santos Oliveira, 6 anos, deseja entender: “Por que mamãe é estressada?”

A psicóloga e psicanalista Maria do Carmo Camarotti, coordenadora geral do centro de formação e acompanhamento Ciclos da Vida, dá a lição:

“Marcelle, acredito que todas as mãe querem acertar e fazer o melhor para os filhos, mas se esquecem de que foram criança e do quanto é bom brincar. As mães que trabalham fora, ficam até chateadas porque não conseguem brincar direito com os filhos e porque não conseguem aproveitar o tempo que têm com eles. Quando chegam em casa, as mães vão logo verificar o que há de errado: se o filho tomou banho direito, se comeu e se fez as tarefas. Então, quando isso acontecer, é bom a criança lembrar que mãe também tem que brincar e conversar sobre outros assuntos. E se lembre de que as mães fazem um monte de coisas todos os dias e, por isso, nem arranjam um tempinho para elas. Tudo isso deixa as mães estressadas e, às vezes, faz com que elas fiquem impacientes. Mas os filhos também poderiam diminuir esse estresse das mães, fazendo as coisas que são necessárias e cumprindo as ordens, não acha? Mãe também gosta de muito carinho. Um ótimo Dia das Crianças.”

Henrique Cordeiro Pereira, 7 anos, pergunta: “Por que, quando eu como muitas balas, pirulitos e jujubas, aparecem manchas vermelhas na minha pele, coça muito e tem irritações no pescoço, nos braços e nas pernas?”

O dermatologista Sérgio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia/Regional Pernambuco, fornece a seguinte informação:

“Henrique, muitas crianças têm manchinhas na pele que coçam. Nós, médicos, chamamos isso de um nome bem complicado: dermatite atópica, que é bem comum e pode trazer alergia para a gente. Na sua idade, as manchinhas aparecem muito nas dobras dos cotovelos, joelhos e também no pescoço. Algumas coisinhas que irritam podem causar esse problema, como a poeira de casa e dos lugares que a gente vai e que estão cheinhos de bichinhos microscópicos chamados de ácaros. Muitos corantes dos alimentos podem fazer com que apareçam as manchinhas e as coceiras chatinhas. Uma boa dica é você trocar balas e pirulitos por outros sem tanta tinta artificial. Peça ajuda a seus pais antes de escolher, ok? Afastar da gente o que causa alergia é sempre a melhor escolha. Ah, e não se esqueça de cuidar a sua pele com um hidratante para criança que deve ser usado sempre após os banhos, com a sua pele ainda um pouco molhada. Seus pais ajudam você também nessa tarefa. E eles podem levar você a um dermatologista, que é o médico que cuida dos probleminhas e da saúde da pele. Siga estes conselhos e continue crescendo muito saudável. Um feliz Dia das Crianças para você!”

Hiasmin Vitória Santos de Oliveira, 10 anos, quer entender: “Por que minha amiguinha tem diabete e toma uma coisa chamada insulina na sala de aula?”

A endocrinologista pediatra Jacqueline Araújo, do Instituto de Endocrinologia do Recife, explica:

“Olá, Hiasmin. A diabete que atinge a criança é uma doença que faz um órgão do nosso corpo, chamao pâncreas, parar de funcionar e de fabricar a insulina. A insulina é um hormônio que todos nós produzimos e faz com que a gente tenha pique para fazer as coisas todos os dias. É a insulina também que faz os alimentos que comemos se transformem em energia. A pessoa, quando deixa de ter insulina circulando no corpo, fica com o açúcar do sangue alto. E se não tomar a insulina pode ficar desidratado, perder peso e ficar muito fraca. A sua amiguinha toma injeções de insulina na sala de aula porque o organismo dela não fabrica esse hormônio que é importante para a gente ficar bem, ser saudável, estudar e brincar. Dê muito amor, carinho e apoio à sua amiguinha, pois às vezes é dificil ter que tomar injeção todos os dias. Como o apoio e o carinho dos amigos, fica mais fácil viver bem com a diabete.”

Antonio Tavares de Lucena e Mello, 6 anos, quer saber: “Por que eu preciso tomar vacina?”

O pediatra Eduardo Jorge da Fonseca Lima, do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), em Pernambuco, responde:

“Meu amiguinho, a resposta para esta sua pergunta é bem fácil. Você sabia que as vacinas protegem as pessoas, inclusive as crianças das doenças? Adultos e idosos também precisam se vacinar. E para você crescer forte e saudavel, é importante que não tenha doenças graves. Depois que você toma vacina, o seu organismo fica protegido: pense que o seu corpo ganha soldados com um escudo para defender você. Aí, quando um bichinho ruim entra na gente, os escudos segurados pelos soldados destruirão todos os inimigos.”

Fonte: Casa Saudável